Trazidos de seus países de origem para trabalhar de forma desumana no Brasil Colonial, os negros oriundos da África eram violentamente reprimidos e castigados pelos senhores feudais. E é nesse contexto que, no século XVI, nasce a capoeira, como forma de resistência física e cultural criada por esses negros escravos e seus descendentes no Brasil.
Disfarçada sob a forma de dança, a capoeira tinha por finalidade a preservação cultural desses povos africanos e a defesa pessoal contra os maus-tratos dos feitores, além de ser uma forma de alívio do cansaço físico e mental proveniente do trabalho forçado.
A capoeira continuou proibida no Brasil até mesmo depois da Abolição da Escravatura (1888), sendo legalizada somente pela Constituição de 1930. Mas infelizmente, ainda hoje, encontramos pessoas que marginalizam essa arte genuinamente brasileira.
“A capoeira nasceu da luta de um povo oprimido em busca de liberdade. A questão da inclusão está na essência da capoeira, já que ela foi concebida por grupos sociais excluídos. Ao longo de sua história sempre esteve associada àqueles que lutaram pela afirmação de sua identidade, direitos e valores culturais.” (Gladson de Oliveira Silva / Vinicius Heine)
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