terça-feira, 19 de abril de 2011

Repressão à Capoeira ( Frederico José de Abreu )


                
 
                No início do século XIX, no Brasil escravocrata, a palavra “Batuque”era usada para designar qualquer manifestação negra, que se expressava quase sempre mediante a união da percussão com a dança. Essas manifestações negras preocupavam as autoridades, pois causavam desordem, barulho e poderia culminar em movimentos contra o status-quo, como exemplo a Conspiração dos Alfaiates (1798), Sabinada (1831), Cabanagem (1835 – 1840), Balaiada (1838 – 1841)...
                O batuque (samba, capoeira, candomblé e outros folguedos negros) era a forma que os escravos utilizavam para re-encontrar sua humanidade, sua cultura, reprimida pela escravidão.
                Grande parte da elite escravocrata era totalmente avessa às manifestações rudimentares dos negros, o que ia totalmente contra os costumes europeus da época. Porém, o Brasil queria passar uma imagem de país “europeizado” e evoluído naquela época, com grandes cidades como Rio, Salvador e Recife, mas aos olhos do estrangeiro era um país atrasado pelo simples fato de ainda utilizarem-se do regime de escravidão que, já naquela época, era ultrapassado, existindo aí um grande paradoxo (A elite brasileira era contra o batuque porque era um costume rudimentar, contrário a toda “evolução”da Belle Époque, porém, o simples fato de se utilizarem de escravos já era um atraso social naquela época) .

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